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Barreiro Metal Fest celebra um ano de atividades com nove bandas autorais no Viaduto das Artes

há 3 horas
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Foto: Bruno Lisboa
Foto: Bruno Lisboa

Barreiro Metal Fest celebra um ano de atividades com nove bandas autorais no Viaduto das Artes

O Barreiro Metal Fest completa um ano de atividades e comemora a data no próximo sábado, 3 de outubro, com uma edição especial no Viaduto das Artes, no Barreiro, em Belo Horizonte. A programação reúne nove bandas da cena autoral de música pesada: Odisseia, Rocking Riders, Dunkel Reiter, Scalped, Agnozia, Sagrado Inferno, Payback, Hellway Train e Drowned.


Criado com a proposta de fortalecer o metal autoral de Belo Horizonte e oferecer espaço para bandas independentes, o festival chega ao primeiro aniversário em um cenário que coloca em evidência os desafios de manter iniciativas culturais independentes, especialmente no circuito de shows de música pesada.


Para discutir a trajetória do projeto, as dificuldades da produção independente, a importância dos espaços de circulação para as bandas autorais e as perspectivas para o futuro, conversamos com Bruno e Igor, produtores do Barreiro Metal Fest.


Na entrevista, eles falam sobre as origens da iniciativa, os aprendizados acumulados ao longo desse primeiro ano, a construção da edição comemorativa e o papel que o festival pretende desempenhar no fortalecimento do underground mineiro.


Como surgiu a ideia de criar o Barreiro Metal Fest? O que estava acontecendo na cena naquele momento que fez vocês perceberem que era a hora de criar um projeto autoral?


Igor: Já fazia um bom tempo que não estava acontecendo nada na região do Barreiro. A princípio, a gente estava pensando apenas na nossa região, nem estávamos pensando em Belo Horizonte ou na região metropolitana.


Na época, estava acontecendo a transmissão do último show do Black Sabbath, e o Neidson estava transmitindo o show aqui. Reunimos minha banda, o Odisseia, o Gleison, o JP e os outros meninos. Eu pensei: "Que espaço legal". Eu já tinha amizade com o Bruno, porque havia tocado nos eventos dele com minha banda de tributo ao Black Sabbath. Então conversei com ele e perguntei como seria para fazer algum evento naquele espaço.


O Bruno explicou que o Neidson abria espaço para bandas autorais e dava bastante atenção para esse tipo de trabalho. Conversei com os meninos do Odisseia e propus que organizássemos um evento apenas com bandas autorais. Ainda não havia nome nem nada definido. Eles aceitaram a ideia, e então juntamos os meninos da Agnozia.


Criamos um grupo e começamos a sugerir bandas. No final, fechamos o primeiro cast com Agnozia, Odisseia, Vultor e Dunkel Heiter. Foi uma coisa bastante espontânea. A ideia inicial era simplesmente reunir algumas bandas para tocar. O Bruno ajudou fazendo a ponte com o Neidson, e começamos a organizar o evento.


Depois surgiu a questão do nome. Eu sugeri colocar "Barreiro" no nome porque o Dudu, do Krushhammer, já tinha feito um esboço com o nome Barreiro e aquele chifrinho inspirado na estética da banda de black metal Beherit. Perguntei se ele poderia emprestar aquela logo para usarmos no evento. Inclusive, chamamos o Krushhammer para tocar, mas eles estavam sem baterista naquela época e acabaram não participando da primeira edição.


O Dudu nos enviou as logos, e eu conversei com o pessoal da Agnozia. O Albert, que trabalha com TI, foi quem trabalhou na logo. Ele também é responsável pelos flyers do Barreiro Metal Fest.

Quando ele perguntou qual nome colocar, eu sugeri "Barreiro Metal Fest". Foi assim que o nome surgiu.


A princípio, a ideia veio da minha banda, do Gleison e do JP. Conversei com o Bruno sobre a possibilidade de fazer o evento, o Neidson abraçou a ideia e começamos a organizar.

O primeiro evento deu muito certo. Eu não esperava que fosse aparecer tanta gente.


Depois do evento, pensei que deveríamos criar um Instagram para o Barreiro Metal Fest. Conversei com o JP, mas chegamos à conclusão de que seria melhor alguém que tivesse mais experiência com divulgação e redes sociais cuidar dessa parte. O Bruno já tinha facilidade para fazer vídeos, trabalhar com divulgação e entender o funcionamento do Instagram.


Então fizemos uma parceria. Eu ficaria responsável pela criação e manutenção do Instagram, enquanto o Bruno ajudaria principalmente com divulgação, vídeos e estratégias de comunicação.

Depois chamamos o Marcelo, que também foi fundamental. Ele conhece muita gente da cena underground, muitas bandas e tem uma rede de contatos muito grande. Ele também tem a Punho Cerrado, que trabalha com CDs e ajuda a fazer a música autoral circular.


O Marcelo entrou com a gente no Barreiro Metal Fest e acabou criando a Lodo Produções, que também passou a realizar eventos autorais no espaço do Neidson. Foi mais ou menos assim que tudo começou. Não estava acontecendo praticamente nada de banda autoral de metal no Barreiro. Não havia shows de bandas extremas na região. Então pensamos: já que o Neidson abriu espaço para a gente, vamos tentar fazer nosso próprio evento. E deu certo.


Nesse primeiro ano de atividade, o que mais surpreendeu vocês, positiva ou negativamente, na experiência de produzir um evento independente voltado ao metal?


Bruno: Positivamente, uma das coisas que mais surpreendeu foi perceber que a galera realmente gosta e participa. As pessoas acompanham, visualizam as publicações e respondem. Existe um trabalho muito grande de divulgação. Quando as pessoas chamam a gente no particular, procuramos dar atenção, conversar, convidar e pedir que elas também chamem outras pessoas.

No primeiro Barreiro Metal Fest tivemos também um apoio muito importante do Cerco Grotesco.


De última hora, pedimos que ajudassem na divulgação, e a galera veio. Há pessoas que não deixam de comparecer. O Audrey, por exemplo, está sempre presente. Ele vem pela cena, porque realmente gosta do que está acontecendo aqui. Existem várias outras pessoas assim.


Também é importante destacar que fazemos isso porque gostamos. O Neidson está há cerca de 30 anos fazendo esse trabalho e sempre abriu espaço para a cena, tanto para bandas cover quanto autorais. Quando surgiu o projeto do Barreiro Metal Fest, ele abraçou a ideia. Eu tinha até feito uma exigência para o primeiro evento: queria que a Dunkel Heiter tocasse. Eles tocaram, gostamos do resultado e continuamos. Ao longo desse primeiro ano, fomos fazendo eventos em parceria com a Lodo Produções e também com outras produtoras, como a Brutal Devastation. Algumas bandas também procuram o espaço para realizar eventos aos sábados com música autoral. A parte positiva é que gostamos do que fazemos. Essa é nossa principal motivação.


O ponto negativo é que gostaríamos que as pessoas compartilhassem mais esse trabalho. Da mesma maneira que a gente compartilha, divulga e se dedica, seria importante que o público também ajudasse a fazer essa cena circular.


A música tem um papel muito importante. Ela acompanha as pessoas em diferentes momentos da vida. Por isso, gostaríamos que a galera também abraçasse esse trabalho. Nos eventos, procuramos tratar as bandas como bandas.


Igor: Para mim, isso é fundamental. Dou atenção às bandas, procuro deixar uma estrutura adequada para elas, acompanho o palco e estou sempre à disposição para resolver qualquer problema. A gente gosta de fazer isso. Gostamos de ouvir música, tocar e queremos que uma cena aconteça na nossa região. O Barreiro não é longe do centro de Belo Horizonte, então queremos que o restante de Belo Horizonte e da região metropolitana também venha para cá.


Para mim, a principal dificuldade é realmente tirar o público de casa. Faço o que gosto, independentemente de quantas pessoas apareçam, mas é claro que queremos que o público compareça. Existe um esforço grande de divulgação. Às vezes, inclusive, pagamos para impulsionar publicações no Instagram. Mesmo assim, no dia do evento, muitas vezes não temos a resposta que esperávamos. Acredito que todo produtor de evento autoral enfrente essa mesma dificuldade.


Antigamente, há 15, 20 ou 30 anos, eu me lembro de eventos autorais que ficavam lotados. Talvez o comportamento tenha mudado. Existe uma geração que passa mais tempo em casa, no celular ou no computador, assistindo vídeos e ouvindo música, em vez de sair em um sábado à noite para um show. A dificuldade é fazer a pessoa decidir sair de casa. É preciso insistir bastante até que ela pense: "Vou nesse evento".


Bruno: Outra questão importante é a compra antecipada de ingressos, sejam eles gratuitos ou pagos. Isso ajuda muito o produtor a se programar. Se você tem cem pessoas confirmadas e espera mil, como vai se organizar? Isso influencia inclusive a quantidade de bebida e comida, a estrutura e o som. A venda antecipada permite entender melhor o público que será atendido e organizar a estrutura de acordo com essa previsão. Assim, mesmo que o número final seja maior, existe uma referência para trabalhar.


Ao longo desse primeiro ano, vocês perceberam alguma mudança na relação do público com os shows independentes? O que esse contato com o público revela sobre a cena?


Igor: Eu não percebi uma mudança muito grande de comportamento ao longo desse um ano.

O que percebo é que a geração mais nova não frequenta tanto os eventos quanto a nossa geração, que tem uma relação mais antiga e fiel com o metal.


Nos eventos do Barreiro Metal Fest, em um ou dois casos, principalmente no evento em que tocou Carcinosi, apareceu uma quantidade maior de pessoas mais novas, entre 18 e 25 anos. Mas, de modo geral, a maioria do público tem 35, 40 anos ou mais. Também percebemos que havia uma demanda reprimida no próprio Barreiro. A região ficou carente de eventos depois que o Espaço Rock Bar fechou. O Mosh Music Bar realizou alguns eventos autorais, mas eram situações mais pontuais. Depois do fechamento do Espaço Rock Bar, realmente faltou um lugar para esse tipo de evento. Então o Barreiro Metal Fest também surgiu para preencher esse espaço que havia ficado vazio na região.


Qual é a importância de abrir espaço para bandas que ainda estão construindo seu público? O line-up reúne bandas mais consolidadas e outras que estão começando. Existe uma preocupação em fortalecer a cena local e regional?


Igor: Desde que tivemos a ideia de começar o Barreiro Metal Fest, nosso objetivo era dar oportunidade para as bandas, principalmente as da nossa região, independentemente de estarem começando ou de serem bandas mais antigas. A ideia é colocar bandas novas para tocar ao lado de grupos mais consolidados, como Pathologic Noise, Drowned e Sagrado Inferno. Queremos colocar essas bandas no mesmo evento, com o mesmo tempo de palco e a mesma atenção.


A importância é dar a mesma credibilidade para uma banda que está começando e para uma banda que já tem uma história na cena. O Agnozia, por exemplo, não tem tanto tempo de existência, mas é uma grande banda de death metal. A ideia do Barreiro Metal Fest é justamente criar essas oportunidades. Não havia muitos espaços para as bandas tocarem, principalmente aqui no Barreiro. Então decidimos criar esse espaço. O Marcelo foi fundamental nesse processo, porque ajudou a ampliar o alcance para além das bandas locais.


Bruno: Ao longo do projeto, começamos a receber bandas de outros estados. A primeira foi a Evil Syndicate, de Manaus. Depois tivemos a Persecuter, do Rio de Janeiro, além de bandas de São Paulo, Rio Grande do Sul e outros estados. Tivemos bandas de praticamente várias regiões do Brasil e ainda temos grupos de outros estados que vão tocar aqui.


Igor: É interessante pensar que o projeto começou simplesmente porque queríamos reunir algumas bandas para curtir música. Um ano depois, ele se transformou em uma iniciativa de dar oportunidade para os grupos.


Bruno: Sempre tentamos montar um cast com quatro bandas e, quando possível, colocar pelo menos uma banda da região. Mas a ideia não é limitar o Barreiro ao próprio Barreiro. Bandas de Betim, Santa Luzia, Pedro Leopoldo e outras cidades da região metropolitana também podem participar. Já tivemos bandas de Betim e de outras cidades da região. Então, quem quiser tocar pode procurar o Barreiro Metal Fest. Podemos tentar encaixar a banda no próprio festival ou nos eventos da Lodo Produções.


Igor: No Barreiro Metal Fest, procuramos trabalhar principalmente com black metal, death metal, thrash metal e heavy metal. A Lodo Produções acabou ampliando esse universo, trazendo também doom, punk, hardcore e blues. Dessa forma, outros públicos também podem ocupar o mesmo espaço, com a mesma estrutura.


Agora vocês estão chegando à edição de aniversário de um ano. O que quiseram preservar dessas primeiras edições e o que sentiram que precisavam mudar para evoluir?


Bruno: Patrocínio (risos). 


Igor: Nós realmente tentamos procurar patrocinadores porque queríamos fazer um evento maior.

Eu já tinha conversado com o Bruno sobre o Viaduto das Artes e também sobre a possibilidade de realizar o evento na praça. Começamos a conversar com o pessoal do Cerco Grotesco para entender como funcionava a estrutura do Viaduto das Artes. Essa parte ficou mais com o Bruno, porque ele tem os contatos.


A gente queria um lugar maior. Na minha cabeça, seria um festival com muitas bandas. O Bruno até brincou que seria banda demais. Como ele já realiza festivais com várias bandas cover, pensamos em fazer algo semelhante, mas voltado para a música autoral.

A ideia foi selecionar bandas que já haviam participado das edições anteriores do Barreiro Metal Fest. Praticamente fizemos um sorteio, escolhendo duas bandas de cada edição.


Também tínhamos o desejo de trazer o Mark, do Hellway Train. Eu gosto muito de heavy metal e tenho uma banda do gênero. Já havíamos feito o convite algumas vezes, mas, dessa vez, deu certo e ele vai tocar com a gente no aniversário. As bandas que ainda não haviam tocado no Barreiro Metal Fest são o Hellway Train, que é uma novidade, e o Payback.


Bruno: A intenção era reunir todos que apoiaram o projeto ao longo desse primeiro ano. Sabemos que não é fácil. Existem vários problemas, às vezes o som apresenta dificuldades, uma banda atrasa e outras situações acontecem. Mesmo assim, queríamos que todos que já passaram pelo Barreiro Metal Fest tivessem a oportunidade de comemorar com a gente.

Peço desculpas às bandas que não foram escolhidas. Se fôssemos incluir todo mundo, teríamos um festival de dez dias. Quem sabe no próximo ano conseguimos reunir todos. Para os próximos festivais, esperamos que o público curta a música e se envolva com ela da mesma maneira que nós nos envolvemos.


Mais do que realizar shows, vocês enxergam o Barreiro Metal Fest como uma forma de criar ou fortalecer uma comunidade em torno da música pesada? Que papel gostariam que o festival ocupasse dentro da cena?


Igor: Gostaria que o Barreiro Metal Fest se tornasse uma referência em eventos de bandas autorais. Quando alguém pergunta sobre eventos de música autoral em Belo Horizonte, por exemplo, é provável que se lembre do Brutal Devastation. Gostaria que o Barreiro Metal Fest também seguisse esse caminho.


Quero que qualquer headbanger, quando perguntado sobre eventos de bandas autorais, possa dizer que conhece o Barreiro Metal Fest e que é um evento muito legal. A intenção é realmente se tornar uma referência.


Bruno: Já aconteceu de sairmos daqui da região do Barreiro e irmos a um evento do Brutal Devastation. Quando chegamos lá, algumas pessoas já nos conheciam. Foi muito interessante perceber isso. Quero muito que o Barreiro Metal Fest, que estamos construindo com tanto carinho, alcance esse reconhecimento. O projeto também tem uma frequência de realização. No Garagem do Neidson, o Barreiro Metal Fest acontece aproximadamente a cada dois meses, além de outros eventos realizados ao longo dos finais de semana.


Uma das nossas ideias é conseguir transformar o festival em algo maior, com uma estrutura semelhante à de grandes festivais, como o Wacken Open Air. Também existe a preocupação de consolidar o nome e a identidade visual do Barreiro Metal Fest. Conversei com o Welbert do Agnozia, responsável pelos flyers, para manter uma estética consistente, sem que as artes fiquem muito diferentes umas das outras.


A intenção é que, quando alguém que já frequentou o evento veja um flyer rapidamente, consiga reconhecer que se trata do Barreiro Metal Fest. É uma maneira de construir uma identidade.


Bruno: No final, criamos esse projeto para oferecer espaço às bandas que realmente querem tocar. Mesmo que passemos algum tempo sem realizar uma edição, queremos que o público continue lembrando do festival. 


Igor: Quando anunciarmos uma nova edição, seja no espaço do Neidson ou em um local maior, queremos que as pessoas reconheçam o nome e tenham uma referência positiva do evento. A ideia é que o Barreiro Metal Fest se torne mais um evento de referência para bandas autorais.


Depois desse primeiro ano, entre erros, acertos e aprendizados, o que mais influenciou vocês a dar continuidade ao projeto?


Bruno: Metal é vida, e vida é o metal (risos).


Igor: Não tenho uma pretensão financeira com o Barreiro Metal Fest. O Bruno sabe muito bem disso. O dinheiro arrecadado na portaria é dividido entre as bandas. Nunca comecei o projeto pensando em ganhar dinheiro ou ficar milionário. O que me motiva a continuar é gostar do que faço. 


Bruno: Gosto de tocar, de ouvir música e do que o som proporciona. Aquela combinação de paz com agressividade é importante para mim. É por isso que continuo. Eu também faço isso de coração. 


Existe uma percepção de quem está de fora de que, porque acontecem eventos com frequência, está tudo funcionando perfeitamente. Mas não é tão simples assim.


Bruno: Algumas pessoas deixam de comparecer a eventos de outros produtores porque imaginam que eles estão ganhando muito dinheiro. Existe essa percepção, mas a realidade da produção independente é diferente.


Eu faço questão de receber as pessoas individualmente, conversar e me colocar à disposição. Quando o público começa a aumentar, fica mais difícil dar atenção a todos, mas procuro manter essa proximidade.


Na parte da produção, eu realmente não retiro dinheiro da portaria. Minha responsabilidade é a organização e a divisão do valor arrecadado entre as bandas.


Igor: O Bruno tem outra dinâmica, porque trabalha com alimentação, bebidas, divulgação e a estrutura do espaço. Ele precisa ter retorno financeiro com essas atividades. Se o público não comparece e não consome, ele também não consegue cobrir os custos como deveria. É importante entender que o evento tem despesas e que esses custos não devem ser retirados dos cachês das bandas.


Bruno: Exatamente. Para essa edição, por exemplo, alugamos um equipamento de som melhor, além de amplificadores de guitarra e baixo. Os equipamentos de PA também terão uma estrutura adequada. Isso representa um custo maior. O Igor chegou a sugerir retirar parte do dinheiro da portaria para ajudar, mas eu não quero que isso comprometa o pagamento das bandas.

Tentamos ao máximo não retirar nada da arrecadação destinada aos músicos. Para isso, é fundamental que o público compareça e consuma no espaço.O dinheiro da portaria é das bandas. A ideia é que os custos de produção sejam cobertos por outras receitas do evento.


Igor: Essa preocupação também vem de experiências anteriores. Eu e outros músicos já tocamos em diversos lugares em que percebíamos que o produtor estava tendo retorno financeiro, mas não fazia questão de pagar as bandas autorais. Por ter vivenciado essas situações, entendo que não quero repetir os mesmos erros. Se estou produzindo um evento, quero pagar as bandas. Isso é fundamental.


Pensando nos próximos anos, o que vocês gostariam que o Barreiro Metal Fest, especialmente a marca que construíram, deixasse para a cena independente de metal? Talvez ainda seja cedo para falar em legado, mas que reconhecimento gostariam de alcançar?


Igor: Gostaria que o headbanger pensasse no Barreiro Metal Fest como uma referência de evento autoral. Que, quando alguém falasse em show de bandas autorais, lembrasse do festival e dissesse que é um evento de qualidade.


Por isso, mantemos a mesma identidade visual e uma estética consistente. Queremos que as pessoas reconheçam imediatamente o Barreiro Metal Fest e saibam que se trata de um evento dedicado às bandas autorais. Esse reconhecimento seria muito importante.


Serviço:

Aniversário do Barreiro Metal Fest

Data: 03 de outubro

Local: Viaduto das Artes - Avenida Olinto Meireles, 45, Barreiro de Baixo - BH /MG

Ingressos no sympla.


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