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Brujeria celebra 30 anos de Matando Güeros em show brutal e divertido

Com um cena local cada vez mais atuante e organizada, semanalmente, o público de metal belo-horizontino tem a oportunidade de ver ao vivo bandas da nova geração, que tem lançado bons trabalhos, com reconhecimento de público e crítica. Para fomentar esse momento, o Mister Rock tem sido um dos principais palcos locais voltados à música extrema.


Recentemente, a casa foi escolhida para ser palco para bandas como os locais da Morto e do Nuclear Screams e os duque-caxienses da Velho que mostram como a cena metal brasileira segue mais ativa do que nunca com diversos grupos que desenvolvem trabalhos que merecem atenção.


A atração principal da noite foi o Brujeria, que retornou a Belo Horizonte como parte da turnê de celebração dos 30 anos de lançamento de seu disco de estreia, Matando Gueros (1993).




Nova Onda Ocultista


A abertura da noite ficou a cargo das bandas locais Morto e Nuclear Screams que mostraram seus novos trabalhos que comprovam como Minas Gerais segue sendo um dos maiores polos da música extrema no Brasil.


Na sequência foi a vez da Velho que é, atualmente, um das mais celebradas bandas de black metal do Brasil. Tendo como diferencial o fato de cantar letras em português, o quarteto vem, desde 2009, conquistando público e crítica com canções cruas e diretas em ode ao ocultismo e o satanismo.



O curto (e preciso) setlist trouxe a tona canções presentes em discos como Decrepitude & Sabedoria (2015) e O Retorno da Mesma Lua (2019), resultando numa apresentação enérgica que levou o público ao delírio.



Matando Güeros


Fundado em 1989, o Brujeria é um dos patrimônios mundiais quando o assunto deathgrind.


Natural do Los Angeles, Califórnia, o grupo traz em seu som letras que remetem à cultura latina, à quebra de paradigmas e ao rompimento com tradições. A temática é alinhada a uma sonoridade suja, que remete ao metal em suas mais variadas vertentes, criando algo único e que inspirou gerações.


Em mais uma passagem pelo Brasil, o grupo celebrou os 30 anos de um seu disco mais importante, Matando Güeros (1993), trabalho de estreia que os colocou em evidência de imediato.



Seu sucesso se deve não só pelo conjunto de grandes canções, mas também pelo tom controverso da obra - a começar pela icônica capa que mostra explicitamente uma cabeça decapitada - repleta de letras afrontosas que falam sobre tráfico de drogas, satanismo, migração e anti-americanisno.


Dividida em dois sets, a primeira parte foi focada no repertório do álbum aniversariante, que foi tocado quase na íntegra. Já na segunda metade, canções presentes nos discos Raza Odiada (1995) e Brujerizmo (2000) compuseram a parte final de um show pra fã nenhum botar defeito.



Em total sintonia, o público abriu rodas de mosh desde o primeiro acorde e assim o foi até o final. Hinos como "La Migra", "Leyes Narcos", "Santa Lucia", "Matando Gueros", "Marcha de Odio", "Revolución" e "Hechando Chingasos" foram alguns dos pontos altos da apresentação.


Os três vocalistas do grupo (Juan Brujo, Fantasma e Pinche Peach) esbanjaram carisma ao promover interações contínuas com o público durante todo o show com direito a performance com facões e o mascote "coco loco".



No final, a hilária (e genial) paródia de "Macarena", que foi vertida para "Marijuana", foi a deixa para que o público feminino subisse ao palco e terminasse a apresentação em clima de festa.



Conclusão


Numa noite que reuniu bandas locais independentes e um medalhão do porte do Brujeria, o público frequentador do Mister Rock teve mais uma opção de programação que concilia a oportunidade de ver de perto uma banda gringa em turnê, ao mesmo tempo, que permite prestigiar bandas nacionais que sustentam, de fato, a cena em terra brasilis.


Com um público que não lotou a casa, mas se mostrou interessado em todas as apresentações, como é de costume, a casa entregou som à altura da atração principal que é, sem dúvida, a principal exigência dos apreciadores do gênero.


O único episódio negativo que chamou atenção foi o início de violência no gargarejo que culminou em troca de socos e deslocamento da grade de proteção. Ninguém se machucou gravemente, mas não havia seguranças por perto para intimidar um conflito generalizado em tempo hábil.




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