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Coletiva Fúria conecta cenas e gerações no Instituto Helena Greco em BH

Fotos: Bruno Lisboa
Fotos: Bruno Lisboa

Mais do que promover shows, a coletiva Fúria vem cumprindo um papel fundamental ao manter viva a circulação da música independente e fomentar a cena underground de Belo Horizonte. O evento realizado no último domingo, no Instituto Helena Greco, foi mais um exemplo dessa atuação, reunindo diversas vertentes da música independente em uma tarde marcada pela diversidade sonora, pela atitude e pelo posicionamento político.


Divergência Socialista
Divergência Socialista

O Instituto Helena Greco, um dos mais importantes redutos do underground da capital mineira, recebeu Divergência Socialista, Celulites, Murderess e Renegades of Punk. A apresentação da Divergência Socialista abriu os trabalhos levando seu pós-punk ao palco e agradando em cheio às presentes, que dançaram ao som de hinos do underground como “Fahrenheit 451 /Jeanne Seberg”.


Celulites
Celulites

A Celulites pautou seu poderoso set em canções próprias, como o recém lançado single "Cansei", e versões que demonstraram suas referências e afinidades. Passaram pelo repertório “Pedrada”, de Chico César, “Fast and Frightening” e “Fuel My Fire”, da L7, “Festa Punk”, dos Replicantes, e “Me Perco Nesse Tempo”, das Mercenárias.


Murderess
Murderess

Na sequência, a Murderess, de Brasília, fez sua estreia em Belo Horizonte com um repertório pautado pelos EPs Time to Kill Vol. 1 e Time to Kill Vol. 2. A apresentação mostrou a força do metal extremo produzido pela banda e, sobretudo, como a cena metal brasileira segue se renovando e produzindo novos nomes em diferentes regiões do país.


Renegades of Punk
Renegades of Punk

Encerrando a noite, a Renegades of Punk priorizou as canções mais recentes de Gravidade, sem deixar de revisitar outras fases, como em “Coração Metrônomo”. A apresentação foi poderosa e visceral, traduzindo ao vivo a urgência, a velocidade e o caráter groovado e sinuoso que fazem da banda uma das forças mais particulares do punk brasileiro.


Embora distintas musicalmente, as bandas compartilhavam a independência e a urgência de expressar suas visões de mundo sob um viés político-social. Com as eleições se aproximando, o debate inevitavelmente atravessou as apresentações, nas falas e posicionamentos dos artistas.

O resultado foi uma tarde em que música, política e independência se encontraram. E é justamente nessa articulação que reside a importância da Fúria: criar espaços para que artistas independentes circulem, se encontrem e mantenham viva uma cena que continua produzindo, resistindo e se reinventando.



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