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Divergência Socialista lança reedição em vinil de álbum histórico n'a Obra

Foto: Alexandre Biciati
Foto: Alexandre Biciati


Formada em Belo Horizonte no início dos anos 1980 pelo poeta, pesquisador e músico Marcelo Dolabela (1957-2020) - voz, letras e dadatapes - a banda Divergência Socialista surgiu dos primórdios da Sexo Explícito, no calor de uma cena pós-punk em formação, marcada por inquietação estética e invenção radical. Desde o início, o grupo buscou escapar dos lugares-comuns da canção, experimentando novas articulações entre música, palavra e ruído, sempre a partir da máxima dolabeliana: “e vai piorar!”.


Ao longo de quatro décadas, o Divergência Socialista atuou como coletivo-mutante e celeiro de artistas da cena alternativa mineira, mantendo viva uma ética do faça-você-mesmo e da experimentação conceitual. Sua trajetória ecoa influências que vão do dadaísmo, surrealismo e modernismo às vanguardas tropicais de Caetano, Gil, Os Mutantes, Tom Zé e Rogério Duprat, em diálogo direto com o punk e a música eletrônica internacional.


A formação atual reúne Silma Bijoux O’Hara (voz e ruídos), Cesco Napoli (guitarra, microkorg, voz e dadatapes) e Mamede (baixo e voz), com produção de Alê Fonseca. Quarenta anos depois, o Divergência Socialista segue livre, dissonante e mais urgente do que nunca.



Lançamento do compacto vinil Divergência Socialista


A Obra é perfeita para esse lançamento, descontada a imperfeição do material usado. Silma Bijoux O’Hara, vocalista do Divergência Socialista (DS), começou sua carreira como backing vocal da banda Sexo Explícito e quem viveu a cena artística de Belo Horizonte se lembra desse refrão: A obra (3x) é perfeita (3x) descontada (3x) a imperfeição do material usado!”


Esse lançamento marca a retomada de shows nesta emblemática casa que marcou gerações de nossa cidade. O compacto vinil produzido por Alê Fonseca traz duas faixas clássicas do repertório do DS: Fahrenheit 451/ Jeanne Seberg, mais conhecida como “Dadamusik” e a parceria de John Ulhoa com Marcelo Dolabela “Voodoo Chile #56”com participação do John. Apoiado pelo estúdio New Doors Vintage Keys, esse trabalho preenche uma lacuna, “uma verdadeira reparação histórica” como disse Alê Fonseca. O compacto estará à venda em oportunidade única, pois a tiragem é limitada.


O DS vai gravar um álbum com dez faixas com patrocínio do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte que terá, além do próprio Alê, John Ulhoa e Chico Neves como produtores e fará uma circulação pelo interior de Minas patrocinada pela Lei estadual Aldir Blanc, por isso os ensaios estão a todo vapor. “Estamos numa fase deliciosa de experimentos e seleção do repertório desse álbum, ao mesmo tempo teremos esse tour para testar as faixas ao vivo” afirma Cesco Napoli, integrante da banda desde 2008. Além de Silma Bijoux O’Hara e Napoli, o DS conta com Mamede e Alê Fonseca, que é produtor e membro orbital do projeto.


Neste show de lançamento na Obra Silma, Mamede e Cesco contarão com a participação de Alê Fonseca no Theremin e do DJ e novo produtor da banda, Rafa Martir. A banda sobe ao palco pontualmente às 23h. A casa abre às 22h. E Silma avisa que “Quem perder esse show só verá o DS em Belo Horizonte de novo no ano que vem!”


Serviço


A Obra é Perfeita! Lançamento do compacto vinil Divergência Socialista

Onde: A Obra R. Rio Grande do Norte, 1168.

Data: sexta, 03 de julho de 2026, às 22h

Valor: $30

Contato imprensa: 31 98429 4323 (Cesco)

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