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FBC une rock e discurso revolucionário em novo álbum


O novo disco de FBC, Tambores, Cafezais, Fuzis, Guaranás e Outras Brasilidades, reafirma por que o artista mineiro é hoje um dos nomes mais relevantes da música brasileira. Essa posição se sustenta, прежде de tudo, por sua versatilidade: ao longo da carreira, ele transitou entre o rap e a cultura hip-hop, passou pelo Miami Bass e agora se aprofunda em territórios ligados ao rock.


A guinada não chega como surpresa. FBC já havia declarado seu apreço pelo gênero e ensaiado aproximações anteriores, inclusive em colaborações com Mukeka di Rato. Neste trabalho, o movimento ganha forma definitiva em um crossover entre rap e rock, com pitadas de hardcore, resultando em uma sonoridade intensa e explosiva.


Lançado no Dia do Trabalho, o álbum carrega também um simbolismo evidente. A data, historicamente associada às lutas da classe trabalhadora por direitos e dignidade, ganha novos contornos dentro de um contexto capitalista contemporâneo, no qual essas disputas seguem em curso. Ao escolher esse marco, FBC reforça o teor político do projeto e o conecta diretamente a uma tradição de resistência.


Composto por 13 faixas que tratam o Brasil como conflito, e não apenas como cenário, o disco marca ainda um momento inédito na trajetória do artista ao incluir regravações. Pela primeira vez, ele revisita obras de outros compositores, incorporando três canções de João Bosco — “Gênesis”, “O Ronco da Cuíca” e “Tiro de Misericórdia”.


A produção de Baka é decisiva, consolidando-o como um dos nomes mais interessantes da música atual, após trabalhos como o recente disco de Gaby Amarantos.


O álbum ainda reúne participações de Pepito, Lenis Rino, Nathan Morais, Daniel Souza, Djonga, MC Taya e DJ Cost que ampliam o discurso sonoro presente no disco.


No campo temático, FBC propõe um olhar sobre o país a partir de suas tensões históricas e sociais. Em tempos em que discursos reacionários / golpistas e os ideais capitalistas seguem conquistando corações e mentes, o artista convida à reflexão: é preciso organizar a indignação e transformá-la em ação na luta por dias melhores.


Ouça: Bandido Bom, Ódio Social, Guilhotina, Canudos, Homo Sacer, Não Vote em Ninguém, Lesa Pátria.


Foto: Renan  1RG
Foto: Renan 1RG

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