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L7 mostra vitalidade em noite de celebração do rock

Desde o seu retorno aos palcos em 2014, o L7 tem promovido apresentações elogiadas pelo mundo. E a realizada na capital mineira, mais uma vez, não foi diferente.


O legado deixado pelo grupo, formado em 1985, pode ser percebido em diversas gerações de musicistas e ainda ressoa na atualidade. As letras de tom político e o cruzamento de sonoridades, que vão do punk ao metal, funcionam como elementos chave para que a banda siga em voga entre os admiradores da boa música.



Produzido em parceria entre a Vênus Concerts e o Mister Rock Bar, o L7 voltou a BH como parte da turnê sul-americana intitulada Best Of, na qual passam a limpo sua longeva carreira resgatando os hits, singles recentes a pérolas que merecem a devida atenção dos ouvintes menos aficionados a banda.


A abertura ficou a cargo das bandas Tantum e Dirty Grave, representantes da nova cena metal made in Minas Gerais, que segue cada vez mais em evidência.



Wicked Spirit


Na estrada desde 2019, a Tantum é composta por Chervona (vocais, teclados e flauta transversal), Laer Aliv (baixo), João Brumano (guitarra) e Pedro Cindio (bateria).


Recentemente, o grupo realizou uma turnê pelo sul do país e abriu dois shows da banda Islandesa The Vintage Caravan em Belo Horizonte e São Paulo.



Com influências calcadas na velha guarda do metal, a banda tem feito de apresentações em que potencializam a junção entre o som pesado e o caráter cênico.


Na apresentação, realizada no Mister Rock, o álbum de estreia, intitulado "Turning Tables", foi o carro-chefe da apresentação que impressionou o público.




We Are the Children of Doom


Com sonoridade voltada aos primórdios do metal, a Dirty Grave promove um crossover muito pessoal de gêneros que vão do doom metal ao blues, passando pelo rock psicodélico setentista que são associadas a letras sobre o ocultismo.


Formado por Melissa (vocal/baixo), Pedro Barros (guitarras) e Henrique Lima (bateria) a banda ganhou destaque na mídia especializada com o álbum, Sin After Death (2019), trabalho que figurou em diversas listas de melhores do ano.



Com 10 anos de estrada, a banda tem em sua discografia dois álbuns (um terceiro a caminho) e três EPs. Ao vivo o power trio chama atenção pelos vocais e baixo poderosos de Melissa e a precisão técnica de Pedro e Henrique. Essa equação resulta numa sonoridade avassaladora que se destaca. Olho neles!




Fuel My Fire


O L7 é uma das bandas referência para se entender o movimento grunge. Serviram ainda de inspiração para toda uma geração de garotas, que viram na banda, formada somente por mulheres, uma forma de empoderamento que iria ressoar no movimento Riot Grrrl nos anos 90.


A banda já veio ao Brasil por diversas vezes, com apresentações antológicas como a do festival Hollywood Rock em 1993. Já em 2018, o grupo retornou ao Brasil e veio a capital mineira pela primeira vez.


Esbanjando vitalidade, Donita Sparks, Suzi Gardner, Dee Plakas e Jennifer Finch mostram ao vivo que a estrada é a melhor forma de manter viva a chama de uma das bandas mais influentes de sua geração. E esse foi o fio condutor da apresentação realizada no Mister Rock.



Assim como um rolo compressor, as canções do L7 não poupam ouvidos desatentos. As mesmas promovem um autêntico ataque sonoro de distorções e acordes pesados. Tal característica foi evidenciada em canções como "Drama", "Fuel My Fire" e "Shove" que ganharam bonito coro por parte do público que, infelizmente, compareceu em pequeno número.



Ao longo de uma hora e meia, o set foi focado no repertório presente em discos como o celebrado Bricks Are Heavy. Prova disso é que 9 das 23 faixas da apresentação vieram do álbum clássico lançado em 1992. Houve espaço também para canções mais recentes como o single anti-Trump "Dispatch from Mar-a-Lago" , "Stadium West" e "Fighting the Crave", ambas do último álbum de estúdio da banda Scatter the Rats (2019).


"American Society" (cover de Eddie and the Subtitles) e o hino "Fast and Frightening" colocaram ponto final numa apresentação que poderosa que mostra que o L7 segue sendo uma das bandas mais importantes de sua geração.




Conclusão


A casa relativamente vazia não foi impedimento para que as bandas fizessem grandes shows, que ficaram marcados na mente de quem esteve lá. As bandas Tantum e Dirty Grave foram gratas surpresas que mostram que a cena metal das Minas Gerais segue sendo muito bem representadas.



Por sua vez, o L7 segue mostrando que é no palco onde a banda, de fato, coloca em evidência suas melhores características: peso, melodia e performance de palco.



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