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Nação Zumbi volta a BH para celebrar os 30 anos de Afrociberdelia

Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima

O álbum Afrociberdelia (1996) ocupa um lugar singular na discografia da Chico Science & Nação Zumbi. Segundo álbum de estúdio do grupo, o trabalho também se tornou o último registro da banda com Chico Science, que morreria tragicamente menos de um ano depois. O disco consolidou um momento decisivo do manguebeat e ampliou o alcance da proposta estética surgida poucos anos antes em Recife.


Musicalmente, o álbum funciona como uma continuação natural de Da Lama ao Caos, o não menos clássico disco de estreia que apresentou ao país a fusão entre maracatu, rock, funk, hip-hop e outras influências urbanas. Em Afrociberdelia, porém, percebe-se uma banda mais azeitada e consciente de seu potencial multifacetado, explorando com maior segurança as possibilidades dessa mistura que conecta tradição e modernidade.


A produção de Eduardo BiD, em parceria com o grupo, valoriza ainda mais os elementos percussivos que são a espinha dorsal da Nação Zumbi, ao mesmo tempo em que reforça o peso característico das guitarras e grooves da banda. O resultado é uma sonoridade pulsante e singular, que ajudou a definir o manguebeat e influenciou gerações de artistas.


As premissas poéticas do disco já aparecem no texto do encarte assinado por Bráulio Tavares, que apresenta o conceito de afrociberdelia como uma fusão entre ancestralidade, tecnologia e experimentação sensorial. Nas letras, Chico Science reafirma sua verve poética e seu olhar atento para o cotidiano, posicionando-se como um cidadão do mundo que transforma experiências urbanas em imagens líricas.


O disco também traz participações de Marcelo D2, Lobato (O Rappa), Mario Caldato Jr. (produtor) e Gilberto Gil, evidenciando como a banda dialogava com diferentes gerações da música brasileira.


Após uma bem-sucedida turnê celebrando Da Lama ao Caos, a banda retorna aos palcos de Autêntica para celebrar os 30 anos de Afrociberdelia. No repertório, clássicos como “Maracatu Atômico”, “Macô” e “Manguetown” dividem espaço com faixas raramente executadas ao vivo, como "Etnia", “Criança de Domingo”, “Samba do Lado” e “Sangue de Bairro”.


As apresentações acontecerão nos dias 19 de março / 20 de março e têm poucos ingressos disponíveis no Sympla.



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