Zé Ibarra chega a BH em turnê do álbum “AFIM” na Autêntica
- Maron Filho

- 7 de jun.
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Atualizado: há 4 horas
Na quarta, 17 de junho, o show do artista atravessa todo seu segundo disco solo, na casa que atrai os melhores nomes de diversos gêneros da nova música brasileira
Texto: Maron Filho | Fotos: Mari Blumm
Zé Ibarra chega à capital mineira com a turnê do seu segundo álbum solo, “AFIM”, numa noite que promete lirismo, pungência e alta performance musical. Íntimo da música mineira — sua participação valiosa na turnê de “Última Sessão de Música” que o diga — o artista chega a Belo Horizonte em apresentação única na quarta-feira (17/6), às 21h, na Autêntica, espaço que recebe há décadas nomes que expressam a diversidade da música contemporânea brasileira. Os ingressos estão à venda no site da Autêntica.

AFIM é o segundo trabalho solo da carreira do artista e foi lançado em 2025, pelo selo Coala Records. O disco reúne oito faixas entre composições próprias e versões de artistas contemporâneos, em uma proposta estética que combina elementos da MPB, rock progressivo, jazz e pop em uma linguagem autoral. Mais do que uma sequência linear, o álbum representa o cruzamento entre diferentes facetas do artista, desde o violão intimista aos arranjos mais densos.
Experimental e palatável — Assinando a direção artística e a produção musical do próprio trabalho, Zé Ibarra contou com a co-produção de Lucas Nunes, antigo amigo, cuja parceria atravessou as premiadas bandas “Dônica” e “Bala Desejo”. Ibarra estava em turnê pela Europa e agora chega a Belo Horizonte, depois de apresentação no Rio de Janeiro, com lotação de público. Em terra de Clube da Esquina, o artista apresenta suas embocaduras de falsete, sua extensão vocal, em canções palatáveis, envolvidas por arranjos que experimentam.

Familiarizado com a música desde a infância, Zé Ibarra estudou com nomes que herdam sobrenomes centrais na história da música brasileira. Na Escola Parque, localizada no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, foi colega, ao lado de Lucas Nunes, de Tom Veloso. Filho de Caetano Veloso, Tom aprendeu com o pai a intimidade com o violão como instrumento de composição popular. Alí, no início da juventude, os três encabeçaram a banda “Dônica”. Zé Ibarra se destacou como tecladista e vocalista, assinando faixas em parceria com os amigos: Tom Veloso apenas compunha, Lucas Nunes tocava guitarra, André Almeida assumia a bateria e Miguel Guimarães, “Miguima” o baixo.
Antes de embarcar em carreira solo, Zé Ibarra integrou a saudosista e contemporânea Bala Desejo, que ganhou, em 2022, o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e, em 2023, o Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de MPB do ano. Após a estreia solo com “Marquês, 256”, chega com AFIM para o público belo-horizontino, que já garante presença em peso.

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